Este blog existe desde outubro de 2007. Nunca existiu, no entanto, para SER um blog. Não escrevo para ninguém a princípio, a não ser para mim mesma. Para fazer sentido, para eu fazer sentido, porque faz sentido. Já fiz declarações de amor, já gritei um desabafo para meu pai, já celebrei minha relação cinematografica com minha mãe. Um blog umbigo, dizem por aí. E não são todos? E não é assim toda e qualquer escrita, ainda que sobre temas diferentes?
Pois faz sentido. Não me agrada quando leio o que escrevo. Mas quando escrevo, sinto como se estivesse postando aqui "palavras geniais (Aham, senta lá, Cláudia). E realmente são, num sentido muito específico, no ato de escrever. No momento em que elas servem como veículo de uma catarse, de uma confissão, de um colocar-me à mostra e do avesso. Passado o momento fica isso aí: essas palavras bobas, repetidas, cheias daquilo que não sei o que e que me faz ser.
3 comentários:
Gosto de umbigos...eles nos lembram dos vínculos que temos e tivemos. Els nos lembram a incompletude. Eles nos lembram os afastamentos e os desejos de encontros. Gosto de umbigos. Gosto do seu.
Eu gosto. E ponto.
Ai, me identifiquei tanto, que quase copiei e colei sem aspas! rs
Continue!
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